Universo interativo

השמים מספרים כבוד-אל, ומעשה ידיו מגיד הרקיע

Não somos eternos, contudo estamos aqui. Não somos os criadores do Universo, contudo moramos nele. Não fomos nós que demos origem à vida, contudo fazemos parte dela. Não fomos nós que inventamos nossos corpos e seus órgãos, contudo habitamos nele e dele participamos sensivelmente, compartilhando seus órgãos. Não temos controle pleno sobre o corpo e seus órgãos, pois a maioria de suas funções são involuntárias, deixando óbvio que não somos o corpo, apenas o utilizamos parcial e provavelmente somente para interagir com o meio local, contudo muitas vezes aparenta ser tudo o que somos. O corpo não é uma unidade simples, senão um veículo complexo composto de unidades operacionais e interativas pelo qual interagimos com esse Universo. As interfaces interativas são; visão, audição, tato, olfato, paladar e locomoção. As unidades operacionais são unidade central de controle e processamento – cérebro que conecta todo corpo por meio de músculos enviando e recebendo mensagens, bem como enviando comandos tridimensionais na forma de impulsos elétricos, sistema circulatório para distribuição e purificação de oxigênio, sistema linfático e processamento e geração de energia, etc.. Evidentemente nossa função em relação ao corpo é de operadores do veículo. A pergunta seria: como chegamos aqui, com todas essas características e propriedades? Uma resposta óbvia é: nós também fomos criados, posto que também desconhecemos, não apenas as origens do Universo que já existia milhões de anos antes de nós, como também as nossas próprias origens.

A ciência e nossa hipótese

Segundo a física moderna ensinam-nos os cientistas que o Universo é finito, com também é o nosso entendimento, ou seja, teve um início e terá um fim, aliás, como tudo é aqui. Isso posto a discussão sobre essa realidade gira em torno da pergunta: de onde e como surgiu esse Universo, e o mais importante é de onde viemos nós, os que indagamos sobre essas origens? É através da tentativa de responder as perguntas sobre as propriedades do Universo e as nossas próprias, que deduzimos sobre o que originou esse complexo sistema, sendo este o nosso método, ou seja, procuramos entender a origem a partir do produto e suas propriedades, posto que são dados reais, passíveis de análise lógica e matemática e os temos em mãos, e nunca o produto a partir da origem, o que seria impossível uma vez que não temos nenhum dado sobre a origem, se assim fizéssemos, a origem seria mera hipótese, como na religião, carente de fé e sem nenhuma evidência, fruto da imaginação, não sendo passível de análise científica, por outro lado o produto e suas propriedades são concretos e possibilitam a formulação de teorias comparativas que possibilitam inferir sobre propriedades da origem, sendo que teorias tratadas pelo método científico, se aproximam de uma solução real, cuja relevância está fundada também na lógica e o óbvio.

Forças controladoras, leis e arbítrio

Com base na observação das propriedades e leis do produto, pode-se concluir sobre o histórico da origem do Universo, como sendo subproduto das leis que deram a ele origem. O mesmo se diga das nossas propriedades que são subproduto das propriedades similares da origem. Essas leis de origem, além de incomparavelmente mais versáteis, são também mais reais e poderosas, pois são elas que ditam como serão as leis do produto e como será o meio e não o meio que limita ações por força de suas leis. Nesse caso, o resultado, como sub produto da origem, depende da aplicação das leis de origem. Num momento inicial, essas leis criaram do nada, o que hoje chamamos de Universo com suas leis, sendo o próprio Universo um subproduto de uma instância maior. Esclareça-se que, segundo nossa hipótese, o termo subproduto não implica em uma cópia ou miniatura da origem, senão que suas propriedades trazem informações relevantes quanto a propriedades da origem. Algo como: esse efeito só pode ter sido causado por aquilo ou aquiloutro, porque suas propriedades, etc…, ou seja, situa-se dentro de um conjunto de hipóteses conhecidas ou previsíveis

Relação causa / produto

Quanto mais complexo o resultado “o produto”, ou seja, suas leis e propriedades, mais complexa é a instância que o produziu, como exemplo verificamos que o lançamento de um objeto permite que seja traçada uma rota previsível e temporária desde que se conheçam as leis do meio onde o objeto se move, ou seja o objeto está nesse caso, sujeito às leis regentes no meio. Mas se alguém que tem o controle, quiser, não apenas traçar uma rota, mas também controlá-la à revelia das leis locais, ora usando-as ora fazendo-as modificar aplicando outras forças durante a trajetória, significa que uma força independente está agindo sobre o meio e controlando a forma como os objetos se movem, independentes da previsão suportada pelas leis do meio! Essa ação controladora independente é uma prerrogativa de arbítrio. Importante notar que a única coisa que se identifica num experimento desses é que há, ao menos uma força que pode manipular as leis à sua vontade, ou seja, o arbítrio. E a conclusão é que o arbítrio sobrepõe-se às leis naturais, e somente um arbítrio pode influenciar outro arbítrio colaborando, modificando ou se opondo, pois o arbítrio é uma força ímpar e sempre independente e positiva, nunca será nula pois produz, sustenta e modifica ações. As forças naturais, ao contrário existem aos pares, ao menos nesse Universo, e sua soma após qqer operação é nula, ou seja, se equilibra em função do tempo. É também por isso que separamos as propriedades do Universo das nossas propriedades de arbítrio, pois é o que para alguns se classifica como místico.

A natureza mística do arbítrio

Observando-se a flexibilidade de manipulações do arbítrio sobre as leis locais e as modificações anti naturais que causa no meio, conclui-se sobre o histórico das ações do arbítrio, que se apresentam em resultados cada vez mais sofisticados e novidades que se distanciam cada vez mais da operação meramente natural. Inferimos que há um arbítrio maior e mais complexo que o arbítrio local, porque fez surgir o Universo como coisa nova, onde não havia essa possibilidade, portanto modificando a realidade precedente, e que também dá origem, em menor grau, a esse arbítrio local que manipula e modifica o meio local. Observamos que o surgimento do Universo, não seguiu a ordem natural, senão a exemplo do experimento da trajetória, foi causado pelo arbítrio, porque por leis simples não teria surgido, uma vez que seria um novo evento a se manifestar num meio que eternamente esteve inalterado, mas aconteceu, e isso somente poderia ter sido feito por um arbítrio, cujo status é de manifestação de vontade! Todas essas características são óbvias, acrescentando que o óbvio também diz que, ninguém pode dar o que não tem, não se pode extrair vida da ausência de vida, e também o que doa dará sempre menos, pois o máximo não é possível, que no caso do Universo, o que doa é eterno, e o que recebe é contingente, pois depende do doador para obter status de realidade. Inferimos que a possibilidade de algo vir a ser não faz parte da natureza pura e simples, senão que está sob controle e decisão voluntária do arbítrio, e somente o arbítrio pode colapsar essa possibilidade materializando-a em uma realidade. Isso é uma regra que transcende a realidade local. Assim, o arbítrio local é sub produto de um arbítrio maior que dá origem ao Universo.

A criação

A nossa abordagem sobre as origens do Universo situam-se no âmbito da pesquisa, contudo não é feita no Universo local, senão que transcende o Universo para onde estão as causas da sua criação. Não temos como obter esses dados diretamente porque não há nenhum dado que corresponda à criação na coisa criada, senão indiretamente, com base nas propriedades da criação pronta “o produto, quando podemos inferir prováveis operações que culminaram na sua natureza”. A impossibilidade de obter diretamente os dados de como foi criado é que a energia da coisa criada está em repouso, ou seja, todas as ações pertinentes à criação já se encerraram e nada mais está sendo criado. As atividades passíveis de observação em que ocorrem perturbações em sistemas, não representam criação, senão desequilíbrio local do sistema, que se estabilizará, segundo se tem observado em algum momento, em função do tempo. Em palavras simples, ao cabo de certo tempo voltam ao normal de tal forma que a energia que produziu a perturbação se distribui em todas as partes do sistema levando-o a um estado estável onde é possível mudança de forma conforme a entropia, porém não da massa. Uma ilusão de que haja ainda criação, ocorre comumente com perturbações cíclicas, ou seja, aparecem em algum momento e após um tempo se equilibram, nenhuma energia é criada e nenhuma energia é perdida, porque ela sempre retorna ao sistema, uma vez que a oscilação é uma transformação e não geração de energia; um desequilíbrio temporário interno aos sistemas. Um critério para o estudo das perturbações é estabelecer um limite de análise, onde se verifica que a soma total dessa energia é sempre a mesma. Por exemplo o sistema solar, estabelecendo um limite de análise cuja contexto é toda a extensão do sistema, temos que a soma total da sua energia é nula, ou seja, está em repouso, assim também é o Universo, sendo por isso que não podemos pesquisar a criação, estando dentro da coisa criada. Talvez alguém entendesse que o Universo estivesse sofrendo criação contínua, pois suas dimensões têm variado no tempo, contudo isso é descartado pela relação massa dos objetos e suas distâncias, ou seja sua massa não aumenta enquanto a velocidade em que se dá o afastamento aumenta no tempo, ou seja a distância entre os objetos é cada vez maior indicando que não há a criação contínua, senão a expansão do que já existe. Isso posto, vamos analisar algumas proposições sobre a criação e o Criador. Aqui explicamos que por faltar um termo neutro, que seria apropriado ao Criador, pois o uso dos artigos na língua portuguesa estão presos ao conceito sexuado de masculino e feminino, mesmo assim, para efeito de estudos aplicamos ao Criador os termos masculinos.

Paradigmas

Para o ser humano, antes do estudo, sejamos francos, nos aparenta que todos os seres superiores deveriam ser com nós somos, que os nossos recursos são os melhores, assim concebemos todos com as mesmas propriedades que julgamos as melhores e mais adequadas. Contudo a filosofia da ciência tem demonstrado que há duas formas de estudar um fato observável, sendo um do senso comum e o outro pelo método científico. Em alguns casos o senso comum já serviu de base para cálculos importantes para determinação de datas e estações, navegação e medição de dimensões com base em geometria plana, etc. O senso comum continua afirmando que a terra é plana e está parada e que o sol, a lua e as estrelas se movem ao redor do planeta, porque além de ser o que se vê a olho nu é aparentemente real, como já dito, esse modelo permitiu realizar alguns cálculos precisos sob esse paradigma, mas isso prova que tudo não passa de uma ilusão dos nossos sentidos. Aí criamos um paradoxo, e a pergunta seria: Mas os sentidos podem ser iludidos a tal ponto que, de alguma forma, essa ilusão, em alguns casos, retorne resultados práticos não ilusórios? Sim e esse é um poderoso recurso da imaginação, em certo ponto místico, que se utiliza inclusive quando construindo uma teoria científica, em que o postulado seja validado ou rejeitado nas verificações de falseabilidade de onde resultam leis reais e conexões com outras teorias e leis para uso prático do homem no desenvolvimento da humanidade. Assim, as primeiras linhas desse parágrafo representam deduções baseadas no senso comum, porque mesmo que não conheçamos outra forma de ser, é óbvio que a nossa forma de ser não é a melhor e nem os nossos recursos, os melhores. Por padrão, somos seres extremamente dependentes e ignorantes tanto da vida como do Universo em que vivemos. Assim o homem atribui aos outros seres superiores a mesma forma, como foi ensinado no livro de Breshit onde se declara que o homem foi criado à imagem e semelhança de D’us, ou seja, para o homem até o próprio Criador é como ele, mas esse conceito relativo ao Criador é pura idolatria. Criamos o conceito de ser pessoal, bom essa é uma coisa boa, mas o melhor seria dizer que temos uma identidade única e somos essa identidade, assim o Criador inventou essa identidade que é funcional e útil para diferenciar os seres entre si não somente para um observador identificar cada um no meio, mas que somos diferentes e independentes uns dos outros, por isso criamos o conceito de ser pessoal. Diante do Criador essa identidade é o "nosso nome", todas as nossas características, propriedades e detalhes de projeto são invenções do Criador, e Ele, o Criador é infinitamente mais do que isso!

O Criador de tudo e de todos

As teorias seculares propostas para explicar a origem do Universo, não tem o assunto como item prioritário no conhecimento da humanidade, antes se admite que, do ponto de vista prático, tal conhecimento é inútil. Contudo, entre as teorias que tentam explicar o Universo, a teoria do big-bang, aceita pela comunidade científica, está em harmonia com a nossa hipótese, além do que tem ao menos um indício de referência na tradição de Israel como consta das afirmações de ribi Nachmânides 1194-1270ec sobre uma pequena semente, a única coisa que existia, sem dimensão e sem peso, nas suas palavras era tão pequena que nela nada havia, contudo foi a partir dessa semente, sem dimensão e sem peso, que o Criador ordenou a expansão que se transformou em todo este Universo. Interessante notar que ele morreu seiscentos e vinte e quatro anos antes que um dos fundadores da teoria do big-bang houvesse nascido, e fosse oficialmente anunciada em 1948 pelos cientistas George Gamow, russo naturalizado norte americano 1904-1968ec e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître 1894-1966ec. Se intencionalmente ou não, num primeiro momento, a teoria se refere à matéria e a energia e num segundo momento a evolução da vida, em que se considera o longo período após o big bang em aproximadamente 650 milhões de anos atrás. Esse período de preparação para a chegada da vida é óbvio e lógico porque a biosfera do planeta necessita de uma ambiente apropriado e os elementos e substâncias necessárias estejam presentes para o desenvolvimento da vida, além das condições de temperatura, pressão, etc.. Os vertebrados começaram a surgir em aproximadamente 520 milhões de anos atrás, e o homem sapiens entre 400 a 100 mil anos atrás. Contudo esses relatos nada nos dizem sobre como foi gerado e o que gerou o nosso Universo, o que já é um problema antes de levar em conta o surgimento da nossa vida, e é aí que aplicamos o método do conhecimento da origem através do estudo do produto, onde o produto somos nós, então o homem, estudando a si mesmo, poderá encontrar a sua origem, ou seja, o Criador que usando o Seu arbítrio criou tudo e todos, quando ele tentar explicar sinceramente a sua própria vida, sem tomar atalho em nenhuma premissa oferecida pela religião, filosofia ou a ciência. Isso só pode ser assim, ou seja, é simples de tal forma que qualquer um chegará a esse conhecimento. A análise sincera gera questões, surgem perguntas e respostas, mas é preciso ser sincero consigo mesmo.



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