O segredo da cura de Naamã.
Durante muito tempo ouvimos relatos sobre fatos considerados milagres registrados no nas Escrituras Sagradas que não puderam ser comprovados por séculos e por isso mesmo os ateístas punham neles forte argumento para justificar sua posição. Hoje, contudo, devido ao avanço da ciência, em seus vários segmentos, alguns desses fatos outrora obscuros e até mesmo constrangedores podem ser entendidos como supostas sugestões do Criador aos homens da ciência desde aquela época de alguns séculos antes da era comum. Um deles, cujos articulistas preenchem os comentários na imprensa atual em todos os seus setores são os relativos às células tronco e as células embrionárias. Uma esperança de renovação para muitos corpos cujos alguns membros já estão paralisados ou mesmo danificados e segundo terapias e meios convencionais estão irremediavelmente inutilizados. Quando comentava com um conhecido sobre trechos bíblicos que traziam informações científicas quando um de seus filhos, na época estudante de engenharia genética, me disse: Você está louco! Sabia que como um jovem, influenciado por seus mestres, provavelmente incrédulos, estava também enganado.
Muitas vezes o status prende as pessoas em posições constrangedoras por já terem emitido opiniões que elas não aprovariam por si mesmas, e alguém ir ao contrário de certas palavras já ditas em público é uma espécie de auto humilhação. Mas seria mesmo humilhação alguém, por amor à verdade e justiça, retratar-se publicamente de algum erro? Interessante notar que nesse aspecto, não apenas aquele jovem tinha a opinião de fossem loucos os que vissem nas escrituras indícios que pudessem sugerir sobre fatos científicos, mas nestes mais de dois mil anos, a grande massa de adultos da religião dominante tem e defende essa opinião, sabendo-se que seus antepassados, movidos pelo fanatismo, destruíram obras de valor científico incalculável, de alguns povos e adicionalmente condenaram à morte e a outras penalidades humilhantes alguns cientistas por que não concordavam ou que, em consequência das suas descobertas científicas expunham essas “autoridades” ao ridículo, em vista das ideias que defendiam e muitos dos seus discípulos as defendem até hoje. Paradoxalmente esses mesmos descendentes são hoje as testemunhas em todos os sentidos da informação, das tropeçadas dos seus antepassados quando leem um artigo como este.
Mas voltando ao nosso assunto, a pergunta seria: Onde nas escrituras se pode encontrar algum relato acerca do assunto e com evidências de atual pesquisa? Gostaria de comentar um trecho que diz:
Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado. II Reis 5,14
As palavras desse trecho que constitui uma dica aos homens de ciência seriam: “e a sua carne tornou-se como a carne de um menino”. Alguém, durante todos esses séculos, poderia supor ou imaginar as probabilidades de como um homem já velho e ainda sofrendo de lepra, pudesse ter suas carnes regeneradas como as carnes de um menino? Certamente não, isso seria impossível, mas é isso que está registrado no trecho lido. A informação era ousada e o risco de ser uma mentira também, mas na verdade é nesse trecho, no versículo um (1) que se lê a informação de que Naamã era leproso.
Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso. II Reis 1,1.
As escrituras fazem questão de esclarecer que Naamã era leproso, é dito que: “porém leproso” e essa era aparentemente a sua única e terrível desvantagem, suficiente para aniquilar toda e qualquer vantagem que tivesse e que não fosse a sua cura. A lepra é uma das doenças mais danosas que existe isso porque numa fase inicial ela tira a sensibilidade do local que vai destruir, e por isso sua vítima desconhece o que está acontecendo interiormente, e então a doença se desenvolve à vontade sem que a vítima perceba senão quando sinais horrendos aparecem e os pedaços de uma pessoa viva começam a soltar-se sem esforço. É a figura do ataque da emboscada bem sucedida; quando se consuma já não há mais o que fazer, pois é inevitável que restem sequelas. Tudo começa com a falta de sensibilidade, o que a princípio poderá parecer uma vantagem!
Mas vamos pensar em alguns itens no trecho de II Reis 5,14: Eliseu determinou que Naamã mergulhasse no Jordão por sete vezes. E a pergunta seria: Por quê sete e não seis ou oito? Mais ainda porque teria que ir às águas e não a qualquer outro meio? Antes de continuar é necessário saber que Eliseu e a escola de profetas de Israel se exercitavam na Sagrada Ciência, já conheciam detalhes da tradição oral transmitida desde Moisés a homens de confiança e que chegou até os dias de hoje. O segredo das águas e do porque das águas, estão nas palavras do Rambam, que definiu as águas citadas no primeiro dia da criação como blocos construtores do universo; o material a partir do qual a vida seria implementada no Universo.
A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Gen 1,2.
Considerando sobres essas águas primordiais, como ainda não havia nesse momento os elementos hidrogênio e oxigênio, para formar moléculas de H2O, não poderiam ser a água que conhecemos hoje, com a qual cozinhamos, saciamos a sede, nos banhamos, por isso Eliseu utilizou as águas para cura de Naamã, porque futuramente seria conhecido que a cura para doenças como as desenganadas pela medicina convencional estariam nas almas (águas); as células que compõe o corpo humano; nesse caso células tronco. E a pergunta seria: Por quê? Porque um corpo novo, com órgãos novos foi ali gerado por ocasião do seu nascimento; a cura é a regeneração de tecidos que se encontram no código das células tronco! Na verdade todas essas soluções para o homem foram colocadas pelo Criador no dia em que o criou. Provavelmente isso tenha sido registrado na Tanach, para aprendêssemos através de um exemplo de Eliseu, um dos antigos, por assim dizer, cabalistas, embora naquela época ainda não se conhecia a Ciência Sagrada por esse nome.!
Agora o por quê sete e não seis ou oito? Poderíamos pensar nas sete fases do crescimento, porque assim nos quis ensinar o Tanach que essa cura estava relacionada com a formação do corpo e representava a regeneração do tecido danificado pela lepra, e novamente e entrasse num descanso (shêva) = (sete); pois por esse método um órgão sadio descansando do seu tormento, seria criado novamente; um novo órgão. Isso pode ser visto nas palavras: ficou purificado; purificado como na sua formação.
Quem não gostaria de ter novamente a carne como de um menino ou menina? Quanto dinheiro as mulheres não tem gastado para melhorar as aparências em institutos de beleza, ou clínicas de estética e a bem da verdade sem sucesso satisfatório? Quantas fortunas não tem sido construídas sobre esses paliativos? Coisas ineficientes como cremes, aparelhos e o tal botox que mais entorta do que arruma a aparência, basta ver isso na mídia inclusive em personalidades da política. Também como se vê nas operações plásticas cujos esticamentos nem sempre combinam com o local e acabam por entortar, devido ao tempo ou outros fatores, enquanto se propõe remover as rugas ou deformidades.
Bem mesmo que se possa ao menos demonstrar aos não crentes que as escrituras afirmavam isso, ainda resta um caminho longo a ser seguido hoje; as pesquisas devem começar dentro em breve, e os preços dos tratamentos também serão altíssimos, mas muitos inválidos ou a nascer, serão beneficiados num futuro não muito distante.
Mas, como sempre haverá alguém contra, a exultação não será completa embora se trate de uma vitória da existência. Infelizmente observamos que isso não é apenas aqui no Brasil, mas em todo o mundo! Seria interesse dessas pessoas que os povos vivam sob a ignorância e atraso científico? Provavelmente a manutenção desse sistema tenha outros motivos aparentando mais um projeto de poder. É uma suposição válida, porque há os contrários a tudo o que possa trazer progresso e o conhecimento que é um direito da humanidade. Foram contra os cientistas antigos a ponto de matarem alguns, agora são contra o progresso dessa ciência e somente não matam os cientistas hoje porque há ai as leis dos direitos humanos.
Milagre ou mal entendido?
Concluindo devemos entender que houve uma mudança de paradigma, pois o que era, na época, considerado milagre, hoje pesquisas científicas demonstram ser algo natural e trivial. Quantos outros milagres não foram assim considerados outrora e que hoje, pelo progresso científico ficou esclarecido tratar-se de equívocos decorrentes da ignorância científica diante de fenômenos naturais? E quantos fatos considerados como milagres atuais não serão ainda entendidos e comprovados como fatos naturais? Eu acredito que muitos.
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