Catástrofe evolucionária


Um dos paradigmas de estudo no setor da evolução das espécies, que vem sendo usado desde Darwin é a evolução generalizada em função do tempo, e principalmente quando o objeto é a evolução do cérebro. Ou seja, as espécies evoluíram porque processos bioquímicos interagindo com o meio, foram aos poucos moldando a matéria e formando organismos vivos até chegar ao nosso estado com as variações de espécies vivas. Contudo, como  função do tempo observa-se uma significativa exceção na evolução dos primatas humanoides, pois aparentemente nenhuma das demais espécies, exceto esta, evoluiu para padrões superiores de consciência e comportamento inteligente. Considere-se ainda que algumas dessas espécies atuais evoluíram de animais que precederam os primatas em alguns milhões de anos. Ora isso dá a entender que o processo de evolução superior dos primatas humanoides, não é uma constante intrínseca à evolução natural no Universo dependente do tempo, mas parece ser provocada por uma espécie de catástrofe evolutiva aparentando uma escolha arbitrária. Ora se assim não fosse, por força de um processo natural homogêneo, as mesmas condições de evolução deveriam ser observadas também em todas as outras espécies e não apenas nos primatas humanoides, espécie da qual fazemos parte.
Características da evolução comum
Mas haveria isso que chamamos aqui evolução comum para todas as espécies? Sim e isso pode ser observado nos organismos dos animais, pois todos possuem com maiores ou menores semelhanças funções orgânicas de coração, fígado, intestinos, coluna vertebral, etc e a necessária estrutura tubular, esta generalizada a todos desde os germes até os homens onde se processam os alimentos separando nutrientes dos dejetos no percurso tubular. Essa evolução é semelhante para todas as espécies sem distinção de modo que evoluíram de forma uniforme no tempo, por exemplo, no caso dos primatas pode-se encontrar em todos os organismos órgãos semelhantes com as mesmas funções, exceto a inteligência e a fala, ou da capacidade de manifestar comportamentos de inteligência superior com a consequente e opcional modificação do meio. Ao manter a teoria sob o paradigma da evolução comum em função do tempo, os estudantes assumem inconscientemente que a evolução dos primatas humanoides não segue um padrão universal para todas as espécies e então se encontram num processo puramente filosófico na definição deste importante segmento da vida no Universo em que vivemos.
Conclusão inesperada
Se submetemos a evolução dos primatas humanoides a testes conjuntos com a evolução das demais espécies no planeta chegamos à surpreendente conclusão que essa evolução não seguiu naturalmente o tempo, ou seja, ela se processou de forma diferenciada com os humanos, em significativamente menos tempo que para as outras espécies e nesse caso particular o tempo não pode ser tomado como o principal parâmetro de medida na evolução das espécies. Se não pode ser tomado como parâmetro em relação a certo segmento evolutivo, então não pode ser tomado como parâmetro comum em relação aos segmentos evolutivos dos demais animais que seguem todos o mesmo parâmetro. Bom, essa conclusão deixa a sugestão que a teoria da evolução, como vem sendo definida até os dias atuais, não corresponde, de forma geral, à realidade objetiva como se processa no Universo. Ou seja, se a evolução das demais espécies se deu de forma natural, certamente a evolução dos primatas humanoides se deu de forma sobre natural tanto pela diferença de atributos do ser como pelo tempo, pois é a única exceção entre as inúmeras espécies que evoluíram no planeta naturalmente. A pergunta seria: se a evolução superior dos primatas humanoides não se deu em função do tempo, pergunta-se qual o parâmetro da evolução superior do primata humanoide?
Estudos numéricos da evolução superior dos primatas
Se quisermos observar mais de perto as discrepâncias da teoria basta submeter os dados a cálculos simples e encontraremos que, em relação ao surgimento dos primatas humanoides e do surgimento das demais espécies de mamíferos, encontramos uma diferença desproporcional de pouco mais 50 milhões de anos. Se consideramos ainda a evolução que caracterizou o homo sapiens sapiens atual, que pensamos possa-se fixar no aparecimento na descoberta e utilização da escrita entre cinco a sete mil anos, e nesse caso é mais recente e a desproporção é de mais alguns milênios! Agora regredindo para antes dos 70 milhões de anos há o importante caso dos répteis, como exemplo tomamos o crocodilo que já existia há 140 milhões de anos antes dos mamíferos, quando a natureza nem pensava em conceber mamíferos, primatas ou o homem num futuro tão distante. Calcular as probabilidades da existência de um ser como nós com base em qualquer ecossistema da época seria loucura!



















Gráfico demonstrativo dos períodos de evolução das espécies
Isso evidentemente é um dado científico e não filosófico, não se trata de lógica, mas sim de uma análise numérica. O homem atual, que surgiu com sua capacidade de manifestar comportamento inteligente na criação de dispositivos de tecnologia da comunicação eletrônica digital, a partir da transformação de energia e uso da estrutura atômica, não tem mais do que aproximadamente 400 anos. Em todos estes milhões de anos, as outras espécies não participaram da evolução superior que conduziu a esta era tecnológica e aí os estudantes deverão levar em conta uma constante diferente entre a evolução das espécies, ou seja, a constante evolutiva aplicada ao primata humanoide é completamente diferente da constante aplicada às demais espécies do sistema terráqueo. Deve-se considerar que estão em sistemas diferentes sem nenhuma conexão de princípio, ou seja, a evolução de consciência e inteligência dos primatas humanoides não se dá de acordo com as leis biológicas vigentes no planeta, mas precedem a natureza sendo por isso independente do tempo.

Evolução sobre natural dos humanídeos
Em que se pese todos estes indícios, ainda é prática no ensino fundamental sobre a matéria, a definição básica da espécie humana como o ser humano sendo um animal racional. Mas a verdade é que, além de não ficar restrita apenas ao ensino fundamental essa ideia extrapola para os outros níveis educacionais de sorte que este é um conceito que se leva em conta mesmo nos meios acadêmicos e nas aplicações científicas, por exemplo, na psicologia. Diga-se de passagem, que tal definição não contempla nem o mínimo do mínimo de toda complexidade de características dos humanos, como inteligência, autoconhecimento, emotividade, memória, capacidade de abstração e criatividade, entre outras, que estabelece a imensa diferença que há entre os animais. Atributos como da auto consciência, capacidade de conceber projetos e materializá-los concebidos a partir de ideias abstratas e a imaginação para criar tecnologia e utilizá-la para modificar o meio físico são completamente sobre naturais se comparadas à evolução das demais espécies.
Um pouco de história
Muito antes de surgir um sistema educacional organizado como conhecemos hoje, a escrita por si só, como um registro de sinais, codificações isoladas e que por uma associação passa a ter algum significado há cerca de três mil anos a.e.c. no final do período Neolítico; esta característica de escrita marca o que chamamos pré-história, pois foi com o advento da linguagem escrita que inicia o fim desse período “pré” para o início da história propriamente dita, pois iniciam-se os registros de fatos por meio da escrita. Foi no final deste período, denominado neolítico, que os Sumérios, habitantes da Mesopotâmia, e que já possuíam alguma evolução para fazer contagem numérica, criaram um artifício organizado em sílabas para significar sons utilizados em falas nas suas comunicações orais e escritas, e posteriormente este recurso estimulou outro povo criar o alfabeto composto de um conjunto de símbolos gráficos. A forma de escrita mais antiga registrada pela ciência ocorreu no oriente médio e é chamada escrita cuneiforme.
As origens da escrita
Segundo os dados atuais, a escrita teria sido inventada de forma independente em três regiões. Ela surge, segundo registros, inicialmente entre os sumérios, a cerca de 3.000 a.e.c. na Mesopotâmia. Posteriormente, em torno de 1.500 a.e.c. surge na China e a cerca de 300 a.e.c. na América Central. Há regiões em que a escrita é introduzida por outros povos e em períodos muito mais recentes como no Brasil na época do descobrimento +-1500 e.c. ou na Austrália por volta de 1.788 e.c. Este período em que povos com escrita escrevem sobre povos sem escrita é conhecido como proto-história. São os dominantes, contando a história dos dominados. Foi em decorrência dessas conquistas, como um processo milenar contínuo e orgânico, que o ser humano exerce a escrita como palavra, frase, textos, idiomas, gírias e uma infinidade de aplicações desta habilidade. Faz longo tempo, embora não tenhamos uma data específica, desde que o objetivo principal da escrita deixou de ser apenas a sobrevivência. O aprimoramento da comunicação possibilitou que tarefas difíceis tornassem menos árduas por meio de pesquisas e invenções, e a troca de experiências e informações compartilhadas trouxeram a existência de artifícios que proporcionaram ao homem economizar energia, conservar alimentos e melhorar sua acomodação. De posse dessa conquista foi possível exercer a abstração, linguagem, e comunicação para funções de lazer, autoconhecimento, reflexão e crenças. Mais do que isso, por meio da escrita a humanidade transpõe as barreiras do tempo e do espaço deixando informações e toda sorte de registros para posteridade
Conclusão
O que se pode concluir sobre essa catástrofe evolucionária que se aplica a apenas uma espécie de todos os inumeráveis animais no planeta Terra? Essa espécie que discursa sobre a sua própria condição evolutiva excepcional no biossistema terráqueo? Os cientistas sabem que há um sistema evolucionário, explicam como funciona, fazem previsões, pois utilizam parâmetros comuns para todas as espécies existentes. Mas resta uma dúvida implacável que não tem resposta, não tem explicação. É relativamente fácil entender a evolução até certo ponto, mas entender e explicar, dentro do contexto evolucionista, porque a evolução do primata humano é tão distantemente diferente das outras espécies, não é possível pela ciência. Em outros impasses de conhecimento científico é normal que haja mais que uma alternativa de explicação do fenômeno, mas no caso da catástrofe evolucionária não! E para dizer a verdade, com os recursos da nossa ciência não há nenhuma alternativa! Somente há uma única explicação e não é, em princípio, científica, antes está relacionada com o segredo embutido na tradição judaica, ou seja, a causa da catástrofe evolucionária é a criação da Neshamah, pois os indícios que mostraram a ocorrência da catástrofe datam entre cinco e sete mil anos passados e esta é a data em que Adam recebeu do Criador o fôlego em suas narinas.

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