Cérebro e a evolução dos primatas
Um enigma na Natureza sobre a forma como os seres trocam suas participações enquanto a evolução se processa foi resolvido com detalhes que confrontaram algumas ideias aceitas pela comunidade científica. Uma afirmação muito veiculada que se mostrou incorreta no decorrer do tempo é sobre o desenvolvimento ou a evolução do cérebro e a natureza da inteligência. Atribuiu-se a inteligência ao tamanho do cérebro como também ao consumo de carne a causa do crescimento do órgão. Essas hipóteses podem estar vencidas e mesmo que o consumo indireto de carne, atividade primordial dos predadores, esteja relacionado com o cérebro e a inteligência não são as causas e nem os efeitos, sejam do desenvolvimento do cérebro bem como da inteligência, que desenvolve os mecanismos naturais (seres) para uso e manifestação das suas propriedades.
Tentaremos provar por evidências experimentais e a lógica que, a realidade tal como foi apresentada corresponde a equívoco e longe de excluir os dados das afirmações os rearranjam colocando-os na ordem certa, ou seja, invertendo seu sentido.
Na verdade o cérebro se desenvolve para maior eficiência na busca de recursos vitais para suprir o ser com os alimentos e não como se pensava que se desenvolve porque se alimenta, por exemplo, de carne, ou seja, que é preciso comer carne para que o cérebro cresça. Desde o início a natureza provê o ser da necessidade de obter recursos e para isso, de acordo com necessidades fisiológicas ou territoriais, o provê da inteligência necessária na constante iniciativa de busca destes recursos.
Então o predador na busca por seu alimento, carne, deve utilizar meios além do simples acesso e coleta de alimento para obter seu quinhão, pois o seu alvo é móvel e se desloca de forma rápida e aparentemente aleatória. Não é esse o caso dos vegetarianos cujo alimento está imóvel e sua trajetória é composta de uma única equação, ou seja, a equação da reta cujo alcance depende apenas do percurso de um espaço físico limitado e um alvo estático. Acontece o contrário com o predador uma vez que para obter sucesso deve executar trajetórias mais complexas para alcançar o seu alimento. É, portanto aí que se verifica a necessidade de um cérebro sofisticado e preparado para cálculos complexos bem como para criação de estratégias que envolvem operações matemáticas superiores inclusive a utilização da geometria, por exemplo, na maioria das vezes o uso de paralaxe no cálculo de distâncias e velocidade para interceptação da presa.
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É fácil ver que o leopardo traça uma curva, em alta velocidade, enquanto aponta para interceptar o antílope. A posição da cauda em relação à cabeça bem como a inclinação do corpo faz com que o centro de massa segue a reta do dorso do animal para as patas traseiras firmado-as no chão. Caso esta inclinação não fosse assumida pelo leopardo, ele rolaria na direção da força centrífuga. Na verdade ele precisa conhecer a inclinação com precisão, ação essa executada pelo seu cérebro. |
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Esta situação que o leopardo vive na perseguição da presa e mantendo seu equilíbrio poderia ser explicada por meio de senos e cosenos, ou seja com ajustes de ângulos relativos a um ponto móvel em cada momento de acordo com a dinâmica das forças envolvidas em cada ponto do trajeto. Estes cálculos longe de serem simples tem natureza extremamente complexa. |
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Na aproximação da presa, além dos ajustes das taxas de variação de velocidade, o predador necessita calcular o exato momento da abordagem, quando agarra a presa. Estes exemplos ensinam que a inteligência utiliza o cérebro para efetuar cálculos e o ângulo exato na abordagem para comer carne e não que comer carne lhe possibilita mais inteligência. Além disso neste momento é vital manter o equilíbrio. Conclui-se que a busca da presa viva aperfeiçoa o método suprindo dados e estabelecendo fórmulas de aplicação geral em situações similares. |
Outro equívoco é da inteligência em função do tamanho do cérebro. Essa hipótese foi e tem sido utilizada na explicação da diferença de inteligência entre o homem e os demais primatas. A seguir se discutirá resumidamente alguns exemplos e testes com primatas.
O que o cérebro humano tem que os demais primatas não tem?
Embora haja semelhança aparente entre os cérebros, todavia a maior diferença está na funcionalidade. Os etnólogos já verificaram que os grandes símios possuem comportamento e atitudes parecidas com atitudes humanas. Aqueles, embora de forma limitada, se comunicam, utilizam ferramentas rudimentares como, por exemplo, a utilização de pedras na quebra de coquinhos para extração de castanhas e sementes, gravetos para introduzir em formigueiros e cupinzeiros para pegar os insetos ou larvas dentro de galhos e troncos das árvores.
Há semelhanças físicas de caráter funcional, evidenciando-se no formato dos membros, principalmente no caso das mãos que se destaca na existência do polegar opositor que permite pegar objetos com firmeza.
Além do aspecto físico há semelhanças interessantes principalmente no caso da memória instantânea e estratégias na busca de alimentos, organização social e na caça em conjunto. Embora estes dados tenham causado parciais embaraços aos cientistas não há dúvidas quanto ao fato de a inteligência humana ser esmagadoramente superior, pois a humanidade já explora o espaço interplanetário enquanto nossos primos, mais antigos na evolução ainda saltam de galho em galho. São basicamente coletores enquanto o cérebro humano, além de modificar o ambiente já desenvolve culturas, currais e indústrias para provimento de alimentação em larga escala. O que não se pode nesse caso é estabelecer uma distância muito grande, ou seja, que não haja alguma semelhança, no mínimo intrigante.
Um pouco de história
A primeira hipótese, formulada por volta de 1830, atribuía a diferença ao tamanho do cérebro. A fim de estabelecer um consenso, cientistas dissecaram o cérebro de diversos primatas concluindo equivocadamente que a separação entre homens dos grandes símios estava na área cerebral destinada a inteligência, o chamado Lobo Frontal. O caso é que, na época os meios utilizados em tais comparações eram rudimentares: provavelmente os cérebros eram dissecados e medidos com fita métrica. Aparentemente não havia muita saída para a conclusão, pois o cérebro humano é maior e essa hipótese foi aceita, em certa época, pela comunidade científica ensinada e tomada como uma lei da evolução. Interessante é que a hipótese prosperou por um bom tempo até que foram encontrados fósseis de primatas anteriores ao homo sapiens, com crânios maiores, consequentemente com cérebros maiores que o cérebro da espécie humana. Cita-se, por exemplo, o lêmur gigante e da própria espécie humana o crânio do homem de neandertal.
O homem de Neanderthal
Na própria espécie humana encontra-se uma contradição quando se compara os crânios do Neanderthal e o homem moderno. Naquele o cérebro é explicitamente maior, ou seja, numericamente falando, e do ponto de vista da proporcionalidade a contradição com as afirmações oficiais é ainda maior porque a relação entre massa corporal e o tamanho do cérebro no homem de Neanderthal é maior que a mesma relação no homem moderno, nós. Ou seja, eles teriam efetivamente um cérebro maior que o homem moderno! No entanto os Neandertais já estavam aqui aproximadamente cento e cinquenta mil anos antes do aparecimento do homem moderno. E ainda não se via sequer indícios da aplicação da inteligência no desenvolvimento de tecnologia considerável, ou seja, que viesse modificar o meio como ocorre com o homem moderno em parcas centenas de anos.
Comparação de crânio de neandertal e homo sapiens sapiens
Dados do Primata esquerda da imagem: Nome: Homem de Neanderthal; Nome Científico: Homo Neandertalenses; Época: Pleistoceno; Local onde viveu: Europa e Oriente Médio; Peso: Cerca de 80 quilos, Cérebro : 1500 a 1700 cm³; Tamanho: 1,6 metros de altura; Alimentação: Onívora
Com um cérebro entre 1500 a 1700cm³, portanto maior que o cérebro do homo sapiens sapiens 1300cm³, o Homo Neandertalenses cujo nome lembra o local onde foi encontrado viveu há aproximadamente de 300 a 29 mil anos atrás durante o pleistoceno na atual Europa e Ásia. Para se ter uma ideia verificou-se que um neandertal de doze (12) anos tinha um cérebro de um homem moderno. Alguns pesquisadores os consideram subespécie do Homem atual, utilizando a nomenclatura Homo sapiens Neandertalenses, e recentes estudos em 2010 com DNA mitocondrial, ao contrário do que se pensava antes, indicaram que os Neandertais contribuem na linhagem humana com 2% do DNA, mas continuam sendo classificados como Homo Neandertalenses e uma espécie humana distinta.
A primeira descoberta de partes de um esqueleto de neandertal ocorre em Gibraltar, no ano de 1848, anterior a que deu nome a espécie, ocorrida em agosto de 1856 no Vale de Neander, na Alemanha. Recebe a denominação em alemão, neandertal, atribuído à espécie. O fóssil humano foi descoberto por operários que trabalhavam em uma pedreira, em pequena gruta e consistia de uma calota craniana, dois fêmures, três ossos do braço direito e dois do esquerdo, parte do ilíaco esquerdo e fragmentos de uma omoplata e algumas costelas. O material foi entregue ao naturalista amador de nome Johann Carl Fuhlrott que era professor em Elberfeld. Impressionado com o crânio baixo e espesso, com a acentuada proeminência das arcadas supraciliares e membros arqueados e curtos, conclui que deveriam ter pertencido a um ser humano primitivo. O termo homem de neandertal surge em 1863, foi inserido pelo irlandês William King. Como já citado acima, seu cérebro era até maior que o do homem moderno, chegando a 1700 centímetros cúbicos, a garganta projetada para a fala, por isto deveriam possuir linguagem própria, e há fortes indícios que viviam em grupos familiares de 8 à 25 indivíduos aproximadamente, seu corpo era normalmente mais baixo, forte e mais atarracado que o do homem moderno, com base na abertura cranial conclui-se que os narizes eram mais largos e volumosos além de curtos "provavelmente adaptado ao clima do habitat em que viviam", eram inteligentes, era grande a mortalidade infantil, a idade máxima adulta talvez não passasse dos 35 anos, alguns vestígios em acampamentos deixam a sugestão que possam ter praticado antropofagia, enterravam seus mortos, calcula-se que a sua população girava em torno de 100 mil indivíduos e, apesar de onívoros davam mais ênfase à carne constituindo de aproximadamente 85% da sua alimentação.
Gráficos da inteligência x capacidade craniana
Abaixo demonstramos dois gráficos que relacionam o desenvolvimento da capacidade craniana dos primatas humanoides bem como a relação do desenvolvimento da inteligência em função do tempo da evolução humana.
figura esquerda - curva do aumento da capacidade craniana em função do tempo. Interessante notar que a curva da capacidade craniana sofre um desvio para baixo a partir do homo sapiens sapiens, como se observa no círculo azul. Talvez seja o indício de que o tamanho do cérebro venha a diminuir ainda mais. figura da direita - a curva da variação da inteligência aumenta aceleradamente do eixo vertical exponencialmente.
Aparentemente estes dados indicam que a inteligência tende a aumentar em intervalos de tempo cada vez menores e independentemente da capacidade craniana! A aproximação da curva em relação ao eixo vertical não é paralela, o que também indica que acompanhe o eixo para o infinito. A performance da inteligência comparada com o desenvolvimento tecnológico e, tendo em vista as projeções sobre o eixo horizontal indica que sua aceleração vem aumentando com o tempo e, portanto a velocidade não é constante, isto é; quanto mais se afasta do ponto inicial maior é a sua velocidade. De qualquer forma a exposição dos dois gráficos nos ajuda a entender a predominância e a independência da inteligência primordial do dispositivo físico - o cérebro.
A solução final do problema
A solução do problema veio por meio de três antropólogos da Universidade da Califórnia em San Diego e a neuro cientista Hanna Damásio, da Universidade de Iowa. Eles resolveram tirar a prova utilizando para isso tecnologia avançada como a ressonância magnética. A experiência constou de cerca de 10 voluntários humanos e 24 primatas, de macacos rhesus a gorilas, estes evidentemente involuntários. Outra diferença é que os primatas não humanos foram anestesiados e nenhum cérebro foi dessecado. Os resultados obtidos foram: Nos seres humanos o lobo Frontal ocupa 38% do cérebro, nos chimpanzés 36%, nos bonobos 35%, nos gorilas 37% e os orangotangos 38%. Já nos pequenos primatas, os macacos rhesus, a porcentagem caiu para 30%. Porém a relação “tamanho do cérebro x porcentagem” do lobo frontal não contribui para a inteligência, pois dentre os grandes primatas não humanos, o bonobo que possui o menor cérebro e o menor Lobo Frontal em porcentagem, demonstrou, experimentalmente ter melhor inteligência. Contudo relativamente ao uso da capacidade intelectual há diferença impactante, pois enquanto nossa espécie usa 12% dessa capacidade, conforme medidas efetuadas experimentalmente os grandes símios não ultrapassam mais de 2%. Há quem defenda que o lobo frontal humano ainda é especial, não no tamanho, mas na densidade ou nas ligações dos neurônios.
O caráter exterior da inteligência.
Aqui expomos a teoria que a inteligência como outros entes abstratos como a essência do ser, sabedoria, entendimento, etc., precedem os seres vivos materiais, meros instrumentos do seu uso. Viu-se um forte exemplo que o tamanho da massa cerebral nada tem a ver com a inteligência, mas é provável que a evolução de recursos no dispositivo cerebral é a causa do desenvolvimento tecnológico e social dos humanos. Outro caso está nos registros dos estudos com DNA em 2010 onde se comparou o DNA neandertal com o de cinco indivíduos do homem moderno, dois africanos, dois asiáticos e um europeu, obteve-se que de 1% a 4% do DNA dos humanos não africanos foi derivado dos Neandertais. Estes dados sugerem fortemente que indivíduos das duas espécies trocaram DNA por meio de acasalamento transmitindo seus genes às gerações seguintes, isso também indica que a inteligência não está no DNA, pois tanto Neandertais como homo sapiens compartilham algum DNA e enquanto o homo sapiens desenvolveu tecnologia fenomenal, os Neanderthais precedem os homens modernos em aproximadamente 150 mil anos sem nenhuma realização significativa, enquanto aqueles explodiram em realizações espetaculares em pouco mais mil anos! De acordo com essa premissa o conhecimento que os seres poderão manifestar tende a limites cada vez menores, pois estes limites somente existem pela limitada capacidade de execução destes. Aparentemente a inteligência espera apenas que os dispositivos disponíveis para utilização estejam prontos e preparados para manifestação das suas propriedades. A natureza utiliza a necessidade da busca de recursos no desenvolvimento de seres inteligentes, e essa inteligência é armazenada e passa de um ente para outro na cadeia da evolução. Em nossa análise tudo indica que temos um forte indício que a inteligência é plena, independente, ilimitada, e externa à matéria, ou seja, a inteligência precede o Universo.
Observações.
Como informação, acredita-se hoje em dia, embora com base nos registros comuns do DNA entre sapiens e Neandertais que o tipo caucasiano e europeu manifesta mais características Neandertais que as populações do oriente médio, anterior à provável mescla ocorrida há mais ou menos 50 a 80 mil anos. Sabe-se também que um dos pilares do nacional socialismo de Hitler via nas raças caucasianas e europeias de pele branca, olhos azuis, cabelos ruivos, etc., indício de superioridade evolutiva em prejuízo de indivíduos nativos da África e do Oriente Médio pela cor da pele. Hoje com o conhecimento das origens do homem sapiens tem-se que o homo sapiens veio daquele continente e que os que ali permaneceram, sem subir à Europa e Ásia não se misturaram e, portanto são puros nessa evolução da humanidade. Parece que a história é outra e que a aparência do caucasiano e europeu também não significa evolução da inteligência. Também neste caso, a aparência não é indício de maior inteligência.
Conclusão.
Um exemplo atual que corrobora a hipótese defendida neste artigo pode ser verificada com o maior cientista do último século Albert Einstein. Após sua morte alguns cientistas, em busca de uma explicação da sua genialidade, pesaram o seu cérebro e descobriu-se que pesava 10% a menos do que os cérebros da média do ser humano. São fatos experimentais retornando dados reais que comprovam que o tamanho do cérebro não constitui indício de evolução da inteligência, mas como postulamos a inteligência primordial precede a criação material e se mostra através do ser humano, ao menos esta é a realidade atual.
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